Entregadores de iFood, Uber Flash, 99 Entrega, entre outros, paralisaram suas atividades e realizaram eventos de grande combatividade em ao menos 20 capitais brasileiras nos dias 31 de março e 1º de abril. Na pauta justíssima, eles e elas reivindicam melhores condições de trabalho e aumento na remuneração paga pelas empresas de aplicativo, além da limitação da quilometragem no caso das bikes.
A mobilização, “breque dos apps”, aconteceu pelo menos em 60 municípios do país e esta jornada de mobilização ocorre após o fracasso das tentativas de regulamentação da área no último período.
Foi um movimento nacional, como mostram os números, com grande força na app IFOOD e gerou fortíssimo impacto nas entregas dos restaurantes, chegando a 100% em alguns casos como no Rio de Janeiro e São Paulo, especialmente. Além de paralisar e desligar os app nos celulares a mobilização incluiu atos públicos e arrastões, métodos históricos a tempos não vistos nas lutas. Também chamou a atenção da mídia e se constitui numa iniciativa muito importante num período no qual a classe trabalhadora tem imensas dificuldades para grandes atos e mobilizações.
As centrais ‘amarelaram’ e deram zero apoio
Não houve nenhum tipo de apoio das centrais brasileiras. Mesmo a CSP Conlutas se importou pouco com o movimento e perdeu uma boa oportunidade de dialogar com tais trabalhadores. Seria importante que o sindicalismo da esquerda socialista se preocupasse e se solidarizasse com a base de uma categoria sofrida da nossa classe que passa imensas dificuldades para conseguir seu pão dia a dia. É o caminho para disputar o coração e as mentes da classe trabalhadora.
Pior ainda foi a base governista reclamando nas redes sociais que os entregadores não aceitaram a pauta do governo Lula sobre as suas reivindicações em 2023. Este setor parece ter verdadeiro horror das mobilizações do povo na rua preferindo os acordos com o Centrão e parte da extrema direita, algo bem mais confortável.
Chamamos a todos e todas a apoiar esta luta super justa e importante e que não deve se encerrar apenas nestes dias, pois os APP não demonstram que cedem facilmente às reivindicações daqueles que sustentam com seu trabalho os iffods, 99s e ubers pelas cidades do Brasil e do mundo.